sábado, 9 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 9º Tema: Escreva um poema

 


Loucamente embriagado

 

Pelas noites negras, vago

Digo, repito e indago

Feras ferozes

Amores algozes

 

Enquanto houver um sopro de amor

Não sobreviverá o rancor

Encho a minha taça

Bebo até ficar sem graça

 

No prelúdio constante

Não seguro e obstante

Lascivo medo de injúrias

Almas tremendamente puras

 

Sopro gelado de inverno

A minha mente, deixa que eu governo

Saia às pressas

Sei que é dessas

 

Anjos de asas negras

Repletos de incertezas

Infantilidade total

Sou apenas um mortal.

 

Por: Kerley Carvalho


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 8º Tema: Um lugar que gostaria de visitar

 


Tarde de domingo no zoológico

Ir ao zoológico é um sonho que eu nutro desde criança. Eu imagino a alegria que será ficar frente a frente com um enorme tigre de olhos ferozes. Sempre amei tigres e pesquiso tudo sobre eles.

No auge dos meus vinte e nove anos, ainda não realizei este sonho. Na minha cidade, não existem zoológicos. Então, tudo que vi até hoje de perto foram: capivaras, tucanos, antas, cobras selvagens, perus e um casal de pavões.

O tigre, continua permeando os meus sonhos, não desisti e viajarei para a cidade vizinha assim que puder.

Creio que será uma experiência única ver tantos animais diferentes. As girafas devem ser tão gentis. As zebras então, beldades. Ah, tenho medo de onça, mas quero muito olhar nos olhos de uma. Acho que o leão, conquistará meu coração.

Quero aproveitar cada segundo, fotografar muito e guardar com gratidão cada detalhe deste dia quando ele chegar.

Pode soar bobo, mas o zoológico é um lugar que eu anseio em visitar.

 

Por: Kerley Carvalho


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 7º Tema: Um lugar que existe apenas em sua mente

 


Uma viagem ao Vale das plumas

Ao encontrar o tal carvalho mágico, não hesitei, enfiei a mão no bolso da calça e retirei o pequeno frasco de vidro com pó estelar. Abri a tampa e despejei uma boa quantidade na palma da mão direita. Mentalizei o famoso Vale e soprei de olhos fechados. Ao abri-los, surpreendi-me com a luz roxa tilintante que aumentou de tamanho com a rapidez que um raio cai sobre a terra.

Respirei fundo e me joguei. No caminho, meu corpo era sacolejado como se estivesse no baú de uma carroça, mas eu estava tão maravilhada que nada importava.

Fui arremessada como uma bola de basquete, a sorte é que a grama fofa amorteceu a minha queda. Do jeito que sou magra, sentiria dores nos ossos pelo resto da vida.

Esfreguei os olhos para ter certeza de que tudo era verdade. Eu havia chegado ao Vale das plumas, um lugar que para mim só existia no livro “Sonhador adormecido” da best-seller Kerley Carvalho. Mas não, tudo era real, mágico e estupendamente lindo. Plumas caiam o tempo inteiro do céu, como chuva.

Comecei a caminhar, precisava explorar ao máximo tudo que aquele lugar era capaz de mostrar, uma vez que eu tinha menos de uma hora. Existiam casas mais parecidas com chalés, castelos e muitas fontes espalhadas nas praças. Além claro, das estatuetas de fadas e gnomos pelas ruas pavimentadas de pedras. Não sei, mas acho que cada pedrinha foi colocada a mão.

Encontrei uma enorme biblioteca e pelo visto, foi onde aconteceu a grande batalha do final do livro dois. Não vou mentir, arrepiei da cabeça aos pés ao me lembrar de Dylan Shalamanov e seu sarcasmo. Ainda bem que ele está mortinho da silva.

Continuei andando e encontrei um chalé muito aconchegante. Entrei e logo me senti em casa. Era o chalé que abrigou Ryan Skyter por trezentos dias enquanto sua amada Kallyna Ruschel lutava para leva-lo de volta a realidade. Meu coração vibrou ao encontrar uma carta perdida, escrita pela mocinha mais forte que eu já conheci numa história. Guardei-a no bolso, aparei algumas plumas e com enorme gratidão, retornei para casa.

 

Por: Kerley Carvalho


quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 6º Tema: Apenas diálogos

 


Dilema

— Confesso que estou cansada de tanta bobagem — digo sem tirar os olhos de Sidney.

— Olha Sara, eu também estou, mas precisamos entrar num acordo.

— Não deixarei minha filha com ele, onde eu for ela irá comigo — bato o pé sem deixar espaços para conversas cansativas.

— Ele é o pai, tem direito de vê-la.

— Para mim ele só serviu para fazê-la, ele nunca foi um pai de verdade.

— Sim, eu concordo com isso, mas é a lei.

— A lei de merda que acoita um homem desse. Ou melhor, homem não, bandido.

— Fica calma, vá viajar, leve sua filha e dê um jeito de manda-la para a casa dele uma vez por mês — Sidney diz fechando a maleta recheada de papéis.

— Sidney, eu irei me mudar para uma cidade com mais de dois mil quilômetros de distância. Trazer a Maria todo mês é algo impossível.

— Então, pelo menos a cada três meses. O Otávio está disposto a lhe processar e ficar com a guarda da Maria, caso você continue relutante — ouvir isso faz o meu sangue ferver.

— Ah é? Então ele terá que ser muito homem para passar por cima do meu cadáver.

— Sara, se acalme, estou lhe contando para o seu próprio bem — Sidney tenta apaziguar, mas estou que nem uma leoa raivosa.

— Não me peça calma, tampouco juízo. Estamos falando da guarda da Maria, minha única e amada filha. Eu passei a gestação inteira sozinha e agora que ela está bem, ele quer direitos?

— Sim, eu entendo, mas lei é lei — Sidney diz severo.

— Tudo bem, diz ao Otávio que ele é um idiota — brado.

— Se acalme mulher, ou...

— Ou o que, Sidney? — provoco-o.

— Ou irei lhe dar umas boas palmadas — ele diz com safadeza.

— Então dê!

 

Por: Kerley Carvalho


terça-feira, 5 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 5º Tema: Um gênero que você nunca tenha escrito antes

 


Uma noite na casa vermelha

Desde que me entendo por gente que sempre quis saber o que existe no interior da última casa da rua, mais conhecida como: casa vermelha.

Existem boatos de que em todas as noites de Halloween, o fantasma de uma bruxa poderosa vaga pelos arredores da nossa rua e sempre adentra a casa, onde faz seus sacrifícios e os entrega ao diabo em pessoa. Como sou curiosa ao extremo e amante de uma boa fonte de pesquisa, esse ano resolvi ver com meus próprios olhos se tudo isso é verídico ou se é só mais uma invenção de gente que não tem o que fazer.

Heloísa, minha melhor amiga, topou participar desta aventura comigo e meus pais estão borrando de medo. Faltam apenas dois dias para o Halloween e estou firme nas anotações. Tudo que acontece de diferente, eu registro num pequeno caderno de couro que herdei do meu avô. Ele adorava um mistério e foi graças aos registros que ele fez sobre a tal bruxa que aguçou a minha curiosidade.

— Tem certeza que vai entrar mesmo na casa vermelha, Carla? — Heloísa indaga-me.

— Certeza absoluta amiga.

Os dois dias se passaram e quando o relógio badalou a meia noite, Heloísa e eu saímos de casa e ficamos na espreita. Eu já estava bocejando quando uma névoa branca surgiu no meio do nada. Tem muita mata nas redondezas. Esfreguei os olhos para ver se tudo não era da minha imaginação e a bruxa se materializou, bem ali, na nossa frente, trajando uma túnica tão vermelha quanto a casa. Ela foi caminhando, dando suas gargalhadas e quando enfim entrou na casa, Heloisa e eu corremos para espiar. Pelo vidro da janela e com a câmera na ativa, arregalamos bem os olhos para não perder nenhum detalhe. Um calafrio percorreu a minha espinha quando vi o rosto horroroso dela sob a penumbra da luz da vela que automaticamente se acendeu. Aquilo não parecia uma bruxa, mas sim, um monstro.

O mais doloroso, foi quando ela tirou uma criança indefesa de um saco. Ela o cheirou, e gargalhando disse:

— Preparado para virar comida do mestre?

Nesse instante, Heloísa e eu arrepiamos os cabelos e com fúria, saímos correndo, deixando a câmera para trás.

— Carla, a câmera ficou! — Heloísa disse.

— Esquece a câmera amiga, se amanhã ela ainda estiver lá nós a pegamos — respondo batendo os dentes de tanto medo e pedindo a Deus em uma oração silenciosa que salve a criança.

Depois dessa noite, nunca mais eu consegui dormir, principalmente depois que assisti ao filme e presenciei o sacrifício do menino que aparentava ter uns quatro anos. A bruxa chama-se Elza e eu estou louca para que o próximo Halloween chegue. Eu ainda não sei como, mas irei matá-la, custe o que custar. Vou continuar o que meu avô começou.

 

Por: Kerley Carvalho


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 4º Tema: Escreva a continuação de um filme

 


Matilda – 10 anos depois

Olhando as fotos de quando vim morar com a senhorita Honey, percebo o quanto a minha vida mudou da água para o vinho. Eu era apenas uma garotinha com sete anos e já pensava que sabia tudo. Vocês devem estar se perguntando se eu ainda uso meus poderes e a resposta é simples: de vez em quando sim e digo mais, quanto mais o tempo passa, mais fortes os meus poderes ficam. Outro dia, consegui ficar invisível quando vi que Tommy estava se aproximando. Nutro uma paixão por ele desde os dez anos, quando ele chegou em Crunchem Hall. O menino ruivo sardento de óculos fundo de garrafa fez o meu coração vibrar pela primeira vez. Eu não sabia que era uma paixonite, até que resolvi contar para a senhorita Honey e ela com lágrimas nos olhos disse:

— Matilda, você está apaixonada!

Depois desse dia, comecei a me esconder dele, embora tivéssemos uma amizade bem saudável. Tommy também tem algumas características peculiares. O que mais acho incrível nele é a habilidade de fazer cestas extremamente altas nos jogos de basquete.

A nossa formatura está se aproximando, nem acredito que estou com dezessete anos. Já escolhi meu vestido, é de seda vermelho e acreditam que eu ainda uso aquele laço vermelho nos cabelos? Pois é, sou apaixonada nele.

A Sra. Trunchbull nunca mais vemos, porém, outro dia tivemos notícias dela gerenciando um bar de tiro ao alvo no Texas. Ela estava com cara de xerife no jornal e juro que tremi dos pés à cabeça ao ver. Graças a deus que eu e a senhorita Honey estamos livres dela.

Meus pais e meu irmão, continuam fugindo da polícia. Volta e meia vemos notícias nos jornais falando que eles abandonaram algum galpão cheio de carros roubados. Acho que eles nunca irão mudar de vida.

A senhorita Honey conheceu o Brad, um homem maravilhoso e está grávida de cinco meses. O bebê é um menino e se chamará Mike. Estamos morando todos juntos e nos damos muito bem. Estou contando os dias para conhecer esse bebezinho que já é muito amado.

Bom, acho que vou ficando por aqui. E aí, vocês go9staram de saber como está a minha vida depois de dez anos?

 

Com amor, Matilda!

 

Por: Kerley Carvalho


domingo, 3 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 3º Tema: Escreva uma carta

 


Querido eu

Sei que temos passado por mudanças, inclusive, várias delas. Mas quero que saiba, que estou muito feliz por estar me tornando uma nova pessoa.

Lembra aqueles erros que cometemos no passado? Pois é, eles doeram mas acabamos aprendendo tanto com eles. Sou grata por ter errado pois, ao contrário disso, nunca teríamos evoluído até aqui.

O despertar tem sido algo tão mágico, que as vezes fico me perguntando: será mesmo que isso está acontecendo? É tudo tão novo, louco e incrível.

Sinto que agora, temos mais possibilidades de conquistar tudo aquilo que tanto sonhamos a nossa vida toda. Parece que a tal “luz no fim do túnel” realmente existe e ela nunca esteve tão próxima e materializada como agora.

Sei que juntos poderemos voar e quem sabe, dar uma passadinha na lua. Sempre sonhamos em nos sentar na pontinha dela quando está minguante.

Não sei se você se sente assim, mas, eu sinto-me como um bebê que começará a experimentar tudo, desde o caminhar até o crescer. Será que viramos crianças de novo? Olha, não me importo, estou amando tanto essa transição que tudo é bem-vindo, inclusive voltar a engatinhar.

Gratidão por estar comigo nessa vida mundana e interessante. Sem você, meu querido eu, nada faria sentido. E, obrigada por não me deixar perecer e principalmente, por fazer a luz da curiosidade brilhar mais forte dentro do meu coração.

Temos uma vida nova inteira pela frente e eu estou ansiosa para viver cada milésimo de segundo que o Criador está nos dando. Ainda mais agora com uma nova vida se formando dentro de nós. Eu sei que será incrível e não me pergunte se virei adivinha nem nada, eu apenas sei, minha intuição diz e eu confio nela.

Gratidão meu querido eu!

Vida longa a nós!


Por: Kerley Carvalho


sábado, 2 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 2º Tema: Escreva sobre algo histórico

 


O Natal e a pandemia de 1918

Em 1918, o mundo encarava a pandemia de gripe espanhola juntamente com o fim da Primeira Guerra mundial.

Assim como nós, 102 anos depois estamos encarando a pandemia do covid-19, nossos irmãos também nutriam as mesmas inseguranças com relação ao reencontro com as pessoas, o Natal estava próximo mas dentro de cada ser humano a dúvida: ir ou não ir?

A gripe espanhola deixou cerca de 50 milhões de mortos e com isso, tornava-se cada vez mais difícil retomar a vida normal.

Em dezembro, a segunda onda da doença atingia os Estados Unidos que por sua vez, resolveu decretar o distanciamento social. Alguns meses antes do Natal, haviam implantado o uso de máscaras que na época eram feitas de várias camadas de gaze. Isso conteve a circulação de vírus por um tempo, mas semanas antes do Natal, novamente o caos tomou conta. O problema, era que os cidadãos haviam acabado de acordar do pânico e não estava em seus planos trazer à tona todo aquele sofrimento novamente. Os comerciantes por sua vez, também não apoiavam o fechamento total, pois viam nas compras natalinas a luz no fim do túnel para sanar as dívidas depois de um ano fraco de vendas. O uso de máscaras dentro dos estabelecimentos não era obrigatória, pois até mesmo os vendedores achavam o seu uso assustador. Para as pessoas que tinham medo de sair de casa, os comércios adotaram um meio de entrega, assim, o cliente recebia a mercadoria no conforto do lar.

Agora, 102 anos depois, estamos vivendo o mesmo, claro que menos a parte da guerra que com certeza gerou ainda mais sofrimento para aquelas pessoas que viram seus dias mudarem da noite para o dia.

Insegurança, medo, pavor. Abraçar, se tocar e até olhar para um amigo ou familiar tornou-se algo doloroso e medonho ao mesmo tempo. A privatização da liberdade é a pior coisa que um ser humano pode viver. É como se fôssemos um bando de animais enjaulados.


Por: Kerley Carvalho

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 1º Tema: Inspire-se em sua música favorita


 

Uma carta para você

Desde que você se foi, não consigo deixar de ouvir aquela música que tanto gostava. O Bon Jovi estava mesmo inspirado quando decidiu escrever “always”. Se aquele velho Romeu estava sangrando, agora sou eu que sangro com o coração partido de tantas saudades.

Sei que nosso relacionamento foi difícil, pois brigávamos muito, porém, meu amor sempre foi verdadeiro e intenso. Agora, parece que todo o meu interior se prepara para um dilúvio. Dói, minha alma está em pedaços e olha que por essa eu não esperava. Meu orgulho falava alto demais, principalmente quando eu pensava que estava certa. Merda de ego que me apodreceu. Se eu tivesse outra chance, juro que faria tudo diferente.

Não sou mais tão boa, mas fui somente eu mesma durante esse tempo todo, acredite em mim. Sim, eu te amarei, enquanto as estrelas brilharem, os céus explodirem e as palavras não rimarem. Seguirei amando-te por toda a eternidade, porque é nisso que eu acredito.

Nossas fotos, continuam espalhadas por todo o apartamento, as vezes pego-me sorrindo, outras vezes chorando ao observá-las e lembrar-me da vida que vivemos juntos. Eu era feliz e não sabia.

Eu daria tudo para tocar seus cabelos num afago carinhoso e sentir seu respirar. Quando estiver rezando, pense em nós e tente entender que fui apenas uma menina irresponsável e mimada, mas que dentro de mim ruge uma tigresa apaixonada e fiel.

Se um dia você se apaixonar novamente e ela te abraçar, lembre-se de nós, do nosso calor e principalmente do amor que vibrou em nossos corações. Não há preço que eu não pagaria para estar no lugar dela.

Agora, vou ficando por aqui, não quero alimentar esperanças neste pobre coração quebrado. Espero que leia essa carta quando estiver mais calmo e tente me entender pelo menos por um instante. Sei que você ama ler as entrelinhas, então, leia-me!

Por: Kerley Carvalho

 

Desafio de escrita - 9º Tema: Escreva um poema

  Loucamente embriagado   Pelas noites negras, vago Digo, repito e indago Feras ferozes Amores algozes   Enquanto houver um so...