sábado, 9 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 9º Tema: Escreva um poema

 


Loucamente embriagado

 

Pelas noites negras, vago

Digo, repito e indago

Feras ferozes

Amores algozes

 

Enquanto houver um sopro de amor

Não sobreviverá o rancor

Encho a minha taça

Bebo até ficar sem graça

 

No prelúdio constante

Não seguro e obstante

Lascivo medo de injúrias

Almas tremendamente puras

 

Sopro gelado de inverno

A minha mente, deixa que eu governo

Saia às pressas

Sei que é dessas

 

Anjos de asas negras

Repletos de incertezas

Infantilidade total

Sou apenas um mortal.

 

Por: Kerley Carvalho


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 8º Tema: Um lugar que gostaria de visitar

 


Tarde de domingo no zoológico

Ir ao zoológico é um sonho que eu nutro desde criança. Eu imagino a alegria que será ficar frente a frente com um enorme tigre de olhos ferozes. Sempre amei tigres e pesquiso tudo sobre eles.

No auge dos meus vinte e nove anos, ainda não realizei este sonho. Na minha cidade, não existem zoológicos. Então, tudo que vi até hoje de perto foram: capivaras, tucanos, antas, cobras selvagens, perus e um casal de pavões.

O tigre, continua permeando os meus sonhos, não desisti e viajarei para a cidade vizinha assim que puder.

Creio que será uma experiência única ver tantos animais diferentes. As girafas devem ser tão gentis. As zebras então, beldades. Ah, tenho medo de onça, mas quero muito olhar nos olhos de uma. Acho que o leão, conquistará meu coração.

Quero aproveitar cada segundo, fotografar muito e guardar com gratidão cada detalhe deste dia quando ele chegar.

Pode soar bobo, mas o zoológico é um lugar que eu anseio em visitar.

 

Por: Kerley Carvalho


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 7º Tema: Um lugar que existe apenas em sua mente

 


Uma viagem ao Vale das plumas

Ao encontrar o tal carvalho mágico, não hesitei, enfiei a mão no bolso da calça e retirei o pequeno frasco de vidro com pó estelar. Abri a tampa e despejei uma boa quantidade na palma da mão direita. Mentalizei o famoso Vale e soprei de olhos fechados. Ao abri-los, surpreendi-me com a luz roxa tilintante que aumentou de tamanho com a rapidez que um raio cai sobre a terra.

Respirei fundo e me joguei. No caminho, meu corpo era sacolejado como se estivesse no baú de uma carroça, mas eu estava tão maravilhada que nada importava.

Fui arremessada como uma bola de basquete, a sorte é que a grama fofa amorteceu a minha queda. Do jeito que sou magra, sentiria dores nos ossos pelo resto da vida.

Esfreguei os olhos para ter certeza de que tudo era verdade. Eu havia chegado ao Vale das plumas, um lugar que para mim só existia no livro “Sonhador adormecido” da best-seller Kerley Carvalho. Mas não, tudo era real, mágico e estupendamente lindo. Plumas caiam o tempo inteiro do céu, como chuva.

Comecei a caminhar, precisava explorar ao máximo tudo que aquele lugar era capaz de mostrar, uma vez que eu tinha menos de uma hora. Existiam casas mais parecidas com chalés, castelos e muitas fontes espalhadas nas praças. Além claro, das estatuetas de fadas e gnomos pelas ruas pavimentadas de pedras. Não sei, mas acho que cada pedrinha foi colocada a mão.

Encontrei uma enorme biblioteca e pelo visto, foi onde aconteceu a grande batalha do final do livro dois. Não vou mentir, arrepiei da cabeça aos pés ao me lembrar de Dylan Shalamanov e seu sarcasmo. Ainda bem que ele está mortinho da silva.

Continuei andando e encontrei um chalé muito aconchegante. Entrei e logo me senti em casa. Era o chalé que abrigou Ryan Skyter por trezentos dias enquanto sua amada Kallyna Ruschel lutava para leva-lo de volta a realidade. Meu coração vibrou ao encontrar uma carta perdida, escrita pela mocinha mais forte que eu já conheci numa história. Guardei-a no bolso, aparei algumas plumas e com enorme gratidão, retornei para casa.

 

Por: Kerley Carvalho


quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 6º Tema: Apenas diálogos

 


Dilema

— Confesso que estou cansada de tanta bobagem — digo sem tirar os olhos de Sidney.

— Olha Sara, eu também estou, mas precisamos entrar num acordo.

— Não deixarei minha filha com ele, onde eu for ela irá comigo — bato o pé sem deixar espaços para conversas cansativas.

— Ele é o pai, tem direito de vê-la.

— Para mim ele só serviu para fazê-la, ele nunca foi um pai de verdade.

— Sim, eu concordo com isso, mas é a lei.

— A lei de merda que acoita um homem desse. Ou melhor, homem não, bandido.

— Fica calma, vá viajar, leve sua filha e dê um jeito de manda-la para a casa dele uma vez por mês — Sidney diz fechando a maleta recheada de papéis.

— Sidney, eu irei me mudar para uma cidade com mais de dois mil quilômetros de distância. Trazer a Maria todo mês é algo impossível.

— Então, pelo menos a cada três meses. O Otávio está disposto a lhe processar e ficar com a guarda da Maria, caso você continue relutante — ouvir isso faz o meu sangue ferver.

— Ah é? Então ele terá que ser muito homem para passar por cima do meu cadáver.

— Sara, se acalme, estou lhe contando para o seu próprio bem — Sidney tenta apaziguar, mas estou que nem uma leoa raivosa.

— Não me peça calma, tampouco juízo. Estamos falando da guarda da Maria, minha única e amada filha. Eu passei a gestação inteira sozinha e agora que ela está bem, ele quer direitos?

— Sim, eu entendo, mas lei é lei — Sidney diz severo.

— Tudo bem, diz ao Otávio que ele é um idiota — brado.

— Se acalme mulher, ou...

— Ou o que, Sidney? — provoco-o.

— Ou irei lhe dar umas boas palmadas — ele diz com safadeza.

— Então dê!

 

Por: Kerley Carvalho


terça-feira, 5 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 5º Tema: Um gênero que você nunca tenha escrito antes

 


Uma noite na casa vermelha

Desde que me entendo por gente que sempre quis saber o que existe no interior da última casa da rua, mais conhecida como: casa vermelha.

Existem boatos de que em todas as noites de Halloween, o fantasma de uma bruxa poderosa vaga pelos arredores da nossa rua e sempre adentra a casa, onde faz seus sacrifícios e os entrega ao diabo em pessoa. Como sou curiosa ao extremo e amante de uma boa fonte de pesquisa, esse ano resolvi ver com meus próprios olhos se tudo isso é verídico ou se é só mais uma invenção de gente que não tem o que fazer.

Heloísa, minha melhor amiga, topou participar desta aventura comigo e meus pais estão borrando de medo. Faltam apenas dois dias para o Halloween e estou firme nas anotações. Tudo que acontece de diferente, eu registro num pequeno caderno de couro que herdei do meu avô. Ele adorava um mistério e foi graças aos registros que ele fez sobre a tal bruxa que aguçou a minha curiosidade.

— Tem certeza que vai entrar mesmo na casa vermelha, Carla? — Heloísa indaga-me.

— Certeza absoluta amiga.

Os dois dias se passaram e quando o relógio badalou a meia noite, Heloísa e eu saímos de casa e ficamos na espreita. Eu já estava bocejando quando uma névoa branca surgiu no meio do nada. Tem muita mata nas redondezas. Esfreguei os olhos para ver se tudo não era da minha imaginação e a bruxa se materializou, bem ali, na nossa frente, trajando uma túnica tão vermelha quanto a casa. Ela foi caminhando, dando suas gargalhadas e quando enfim entrou na casa, Heloisa e eu corremos para espiar. Pelo vidro da janela e com a câmera na ativa, arregalamos bem os olhos para não perder nenhum detalhe. Um calafrio percorreu a minha espinha quando vi o rosto horroroso dela sob a penumbra da luz da vela que automaticamente se acendeu. Aquilo não parecia uma bruxa, mas sim, um monstro.

O mais doloroso, foi quando ela tirou uma criança indefesa de um saco. Ela o cheirou, e gargalhando disse:

— Preparado para virar comida do mestre?

Nesse instante, Heloísa e eu arrepiamos os cabelos e com fúria, saímos correndo, deixando a câmera para trás.

— Carla, a câmera ficou! — Heloísa disse.

— Esquece a câmera amiga, se amanhã ela ainda estiver lá nós a pegamos — respondo batendo os dentes de tanto medo e pedindo a Deus em uma oração silenciosa que salve a criança.

Depois dessa noite, nunca mais eu consegui dormir, principalmente depois que assisti ao filme e presenciei o sacrifício do menino que aparentava ter uns quatro anos. A bruxa chama-se Elza e eu estou louca para que o próximo Halloween chegue. Eu ainda não sei como, mas irei matá-la, custe o que custar. Vou continuar o que meu avô começou.

 

Por: Kerley Carvalho


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 4º Tema: Escreva a continuação de um filme

 


Matilda – 10 anos depois

Olhando as fotos de quando vim morar com a senhorita Honey, percebo o quanto a minha vida mudou da água para o vinho. Eu era apenas uma garotinha com sete anos e já pensava que sabia tudo. Vocês devem estar se perguntando se eu ainda uso meus poderes e a resposta é simples: de vez em quando sim e digo mais, quanto mais o tempo passa, mais fortes os meus poderes ficam. Outro dia, consegui ficar invisível quando vi que Tommy estava se aproximando. Nutro uma paixão por ele desde os dez anos, quando ele chegou em Crunchem Hall. O menino ruivo sardento de óculos fundo de garrafa fez o meu coração vibrar pela primeira vez. Eu não sabia que era uma paixonite, até que resolvi contar para a senhorita Honey e ela com lágrimas nos olhos disse:

— Matilda, você está apaixonada!

Depois desse dia, comecei a me esconder dele, embora tivéssemos uma amizade bem saudável. Tommy também tem algumas características peculiares. O que mais acho incrível nele é a habilidade de fazer cestas extremamente altas nos jogos de basquete.

A nossa formatura está se aproximando, nem acredito que estou com dezessete anos. Já escolhi meu vestido, é de seda vermelho e acreditam que eu ainda uso aquele laço vermelho nos cabelos? Pois é, sou apaixonada nele.

A Sra. Trunchbull nunca mais vemos, porém, outro dia tivemos notícias dela gerenciando um bar de tiro ao alvo no Texas. Ela estava com cara de xerife no jornal e juro que tremi dos pés à cabeça ao ver. Graças a deus que eu e a senhorita Honey estamos livres dela.

Meus pais e meu irmão, continuam fugindo da polícia. Volta e meia vemos notícias nos jornais falando que eles abandonaram algum galpão cheio de carros roubados. Acho que eles nunca irão mudar de vida.

A senhorita Honey conheceu o Brad, um homem maravilhoso e está grávida de cinco meses. O bebê é um menino e se chamará Mike. Estamos morando todos juntos e nos damos muito bem. Estou contando os dias para conhecer esse bebezinho que já é muito amado.

Bom, acho que vou ficando por aqui. E aí, vocês go9staram de saber como está a minha vida depois de dez anos?

 

Com amor, Matilda!

 

Por: Kerley Carvalho


domingo, 3 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 3º Tema: Escreva uma carta

 


Querido eu

Sei que temos passado por mudanças, inclusive, várias delas. Mas quero que saiba, que estou muito feliz por estar me tornando uma nova pessoa.

Lembra aqueles erros que cometemos no passado? Pois é, eles doeram mas acabamos aprendendo tanto com eles. Sou grata por ter errado pois, ao contrário disso, nunca teríamos evoluído até aqui.

O despertar tem sido algo tão mágico, que as vezes fico me perguntando: será mesmo que isso está acontecendo? É tudo tão novo, louco e incrível.

Sinto que agora, temos mais possibilidades de conquistar tudo aquilo que tanto sonhamos a nossa vida toda. Parece que a tal “luz no fim do túnel” realmente existe e ela nunca esteve tão próxima e materializada como agora.

Sei que juntos poderemos voar e quem sabe, dar uma passadinha na lua. Sempre sonhamos em nos sentar na pontinha dela quando está minguante.

Não sei se você se sente assim, mas, eu sinto-me como um bebê que começará a experimentar tudo, desde o caminhar até o crescer. Será que viramos crianças de novo? Olha, não me importo, estou amando tanto essa transição que tudo é bem-vindo, inclusive voltar a engatinhar.

Gratidão por estar comigo nessa vida mundana e interessante. Sem você, meu querido eu, nada faria sentido. E, obrigada por não me deixar perecer e principalmente, por fazer a luz da curiosidade brilhar mais forte dentro do meu coração.

Temos uma vida nova inteira pela frente e eu estou ansiosa para viver cada milésimo de segundo que o Criador está nos dando. Ainda mais agora com uma nova vida se formando dentro de nós. Eu sei que será incrível e não me pergunte se virei adivinha nem nada, eu apenas sei, minha intuição diz e eu confio nela.

Gratidão meu querido eu!

Vida longa a nós!


Por: Kerley Carvalho


sábado, 2 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 2º Tema: Escreva sobre algo histórico

 


O Natal e a pandemia de 1918

Em 1918, o mundo encarava a pandemia de gripe espanhola juntamente com o fim da Primeira Guerra mundial.

Assim como nós, 102 anos depois estamos encarando a pandemia do covid-19, nossos irmãos também nutriam as mesmas inseguranças com relação ao reencontro com as pessoas, o Natal estava próximo mas dentro de cada ser humano a dúvida: ir ou não ir?

A gripe espanhola deixou cerca de 50 milhões de mortos e com isso, tornava-se cada vez mais difícil retomar a vida normal.

Em dezembro, a segunda onda da doença atingia os Estados Unidos que por sua vez, resolveu decretar o distanciamento social. Alguns meses antes do Natal, haviam implantado o uso de máscaras que na época eram feitas de várias camadas de gaze. Isso conteve a circulação de vírus por um tempo, mas semanas antes do Natal, novamente o caos tomou conta. O problema, era que os cidadãos haviam acabado de acordar do pânico e não estava em seus planos trazer à tona todo aquele sofrimento novamente. Os comerciantes por sua vez, também não apoiavam o fechamento total, pois viam nas compras natalinas a luz no fim do túnel para sanar as dívidas depois de um ano fraco de vendas. O uso de máscaras dentro dos estabelecimentos não era obrigatória, pois até mesmo os vendedores achavam o seu uso assustador. Para as pessoas que tinham medo de sair de casa, os comércios adotaram um meio de entrega, assim, o cliente recebia a mercadoria no conforto do lar.

Agora, 102 anos depois, estamos vivendo o mesmo, claro que menos a parte da guerra que com certeza gerou ainda mais sofrimento para aquelas pessoas que viram seus dias mudarem da noite para o dia.

Insegurança, medo, pavor. Abraçar, se tocar e até olhar para um amigo ou familiar tornou-se algo doloroso e medonho ao mesmo tempo. A privatização da liberdade é a pior coisa que um ser humano pode viver. É como se fôssemos um bando de animais enjaulados.


Por: Kerley Carvalho

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Desafio de escrita - 1º Tema: Inspire-se em sua música favorita


 

Uma carta para você

Desde que você se foi, não consigo deixar de ouvir aquela música que tanto gostava. O Bon Jovi estava mesmo inspirado quando decidiu escrever “always”. Se aquele velho Romeu estava sangrando, agora sou eu que sangro com o coração partido de tantas saudades.

Sei que nosso relacionamento foi difícil, pois brigávamos muito, porém, meu amor sempre foi verdadeiro e intenso. Agora, parece que todo o meu interior se prepara para um dilúvio. Dói, minha alma está em pedaços e olha que por essa eu não esperava. Meu orgulho falava alto demais, principalmente quando eu pensava que estava certa. Merda de ego que me apodreceu. Se eu tivesse outra chance, juro que faria tudo diferente.

Não sou mais tão boa, mas fui somente eu mesma durante esse tempo todo, acredite em mim. Sim, eu te amarei, enquanto as estrelas brilharem, os céus explodirem e as palavras não rimarem. Seguirei amando-te por toda a eternidade, porque é nisso que eu acredito.

Nossas fotos, continuam espalhadas por todo o apartamento, as vezes pego-me sorrindo, outras vezes chorando ao observá-las e lembrar-me da vida que vivemos juntos. Eu era feliz e não sabia.

Eu daria tudo para tocar seus cabelos num afago carinhoso e sentir seu respirar. Quando estiver rezando, pense em nós e tente entender que fui apenas uma menina irresponsável e mimada, mas que dentro de mim ruge uma tigresa apaixonada e fiel.

Se um dia você se apaixonar novamente e ela te abraçar, lembre-se de nós, do nosso calor e principalmente do amor que vibrou em nossos corações. Não há preço que eu não pagaria para estar no lugar dela.

Agora, vou ficando por aqui, não quero alimentar esperanças neste pobre coração quebrado. Espero que leia essa carta quando estiver mais calmo e tente me entender pelo menos por um instante. Sei que você ama ler as entrelinhas, então, leia-me!

Por: Kerley Carvalho

 

sábado, 7 de agosto de 2021

Manias de escritores

Hoje vamos falar de manias, que alguns escritores famosos e nem tão famosos tem. Sabemos que, todo mundo carrega consigo uma mania, algo que lhe dá prazer enquanto trabalha ou pratica um hobbie. Com escritores não é diferente, todos temos manias.

Stephen King: todos os dias pela manhã caminha de 3 a 5 km e no trajeto, já define tudo que irá escrever no decorrer do dia. Ao voltar para casa, ele toma água gelada ou chá e a partir das 8:30, já começa a trabalhar. Ele tem uma meta diária, escrever pelo menos dez páginas. Durante as tardes, ele descansa e lê cartas dos fãs. As noites são reservadas a leitura, família e aos jogos do time de beisebol que ele ama.

Dan Brown: madruga todos os dias as 4 da manhã para praticar exercícios físicos. As cinco em ponto, ele começa a escrever, fazendo uma pausa de hora em hora, mas não para descansar, e sim para fazer flexões, abdominais e alongamentos; Segundo ele, os exercícios ajudam a manter a mente ativa e o corpo são.

Paulo Coelho: não aceita mais participar de noite de autógrafos, pois criou um trauma após ser ameaçado por uma multidão enfurecida com o anúncio do fim de uma feira de livros, em Buenos Aires, e pior, foi ameaçado por um “admirador” que puxou um revólver ao exigir sua assinatura em Zagreb, na Croácia. Nos dois casos, Paulo Coelho atendeu ao público, mas os traumas o acompanham desde então.

Agatha Christie: ela não usava escrivaninha, nem sequer escrevia no quarto ou na sala de estar, ela bolava suas histórias na banheira, cheia de água morna. Um poeta brasileiro que também amava trabalhar na banheira, era Vinicius de Moraes.

Essas são algumas raridades. No meio literário em que vivo, tenho amigas que não escrevem sem tomar café o tempo todo, outras comem descontroladamente. Inclusive, tenho uma autora conhecida que bola suas obras enquanto faz as necessidades no banheiro. Eu particularmente, gosto de escrever em silêncio, com uma garrafa de água do lado e de uma e uma hora faço uma pausa e descanso alguns minutos. Só ouço música quando vou escrever cenas de sexo ou cenas tristes.

E você escritor ou escritora, qual é a sua mania? Compartilhe conosco.

 

Por: Kerley Carvalho




 

A boa escrita


 Você é escritor ou escritora? Se a resposta for sim, você se considera um bom leitor?

Hoje falaremos sobre a boa escrita e claro, também sobre a leitura. É um prazer imenso poder lhe levar a uma reflexão. Fique comigo até o fim deste texto.

Sabemos bem que para se ter uma boa escrita, é preciso ler, e ler muito. Dificilmente um escritor chegará ao ápice se não for um leitor frenético, pois é lendo que adquirimos mais conhecimento, principalmente de palavras diferentes.

É comum ouvirmos o tempo todo a nossa volta, frases como: “Eu odeio ler”, ou, “Ler é chato demais”. Isso nada mais é que a própria influência do meio em que se vive. Poucos pais incentivam os filhos a ler e isso é um triste fato, mas, pessoas inteligentes sabem o quanto a leitura é importante, principalmente para não nos deixar perecer com tanta informação ‘lixo’ circulando por aí.

Agora, vamos falar de escrita que é o ponto chave da reflexão. Uma boa dica para se escrever bem, é trazer para a realidade, fatos históricos e compará-los ao mundo em que vivemos atualmente. Essa é uma boa forma de ampliar a sua percepção social.

Ler jornais e revistas que sejam de qualidade, sempre foi uma boa pedida para inteirar-se do que acontece no mundo. Este é um instrumento que aprimora a escrita, pois quanto mais lemos artigos bem escritos, mais ampliamos a nossa visão de mundo.

Outra boa opção, é assistir documentários. Já foi provado cientificamente que o cérebro humano tem a capacidade de absorver 50% de aprendizagem vendo algo. Então, em vez de gastar tempo pulando de canal em canal, que tal assistir um bom documentário?

Por que devo escrever bem?

Bom, se você não é escritor, então escrever bem será imprescindível para que você tenha um bom desempenho na vida, tanto social quanto profissional. Agora, se você é escritor, escrever bem passa a ser uma obrigação. Isso mesmo! Certa vez, eu fiz um curso com o Henrique Carvalho, fundador e CEO do Viver de Blog e essa frase dele me marcou muito: “Todo escritor é obrigado a escrever bem”. Não vou mentir que na hora fiquei balançada, mas depois eu refleti e percebi que ele tinha toda razão. Esse tapa na realidade, me serviu para me policiar mais antes de escrever de qualquer jeito. O leitor frenético não vai querer ler um livro escrito de qualquer jeito, sem ênfase, sem veracidade, sem emoção. Bons leitores buscam bons escritores, pois somente assim eles darão crédito. O Henrique Carvalho bateu muito na tecla da leitura para se escrever bem, deixando claro inclusive, que todo escritor deve ler todo e qualquer tipo de gênero, mesmo que nunca vá escrevê-lo.

Portanto, vamos deixar a preguiça de lado, encaixar a leitura em nossa vida, passar por cima de todas as crenças que carregamos e buscar as nossas próprias conclusões. Assim, não seremos meros seres humanos medíocres. Eu quero ser diferente, e você?

Por: Kerley Carvalho




 

 

quinta-feira, 18 de março de 2021

Literatura versus a Fanfic

E se aquele filme que você adora ou um livro que ama pudessem ter outro fim? Ou, se alguma outra reviravolta pudesse acontecer no meio da história?

Hoje falaremos sobre literatura versus a fanfic. Seja muito bem-vindo(a) a coluna de quinta-feira do blog "Papo de escritora". É um prazer ter sua presença aqui.

Se você nunca ouviu falar de fanfic, vou explicar rapidamente para que entenda. As fanfics (abreviação de fan fictions que significa ficção de fãs), são histórias criadas por fãs de determinados livros, sagas, séries ou filmes utilizando os mesmos personagens mas fazendo alterações no enredo. Por exemplo, já imaginou se o Harry Potter não tivesse ido para Hogwarts?  Ou, se a Bella fosse vampira ao invés do Edward em Crepúsculo? O objetivo sempre será criar um universo paralelo ao original. Geralmente as fanfics acontecem com livros best-sellers ou filmes muito famosos.

Mas, você deve estar se perguntando: Afinal, fanfic é literatura?

Muitas pessoas ainda nutrem um grande preconceito por fanfics, inclusive há quem diga que é o mesmo que o plágio, mas, quando conhecemos a fundo o gênero, percebemos que a vontade daquele fã não foi copiar e sim, criar outro enredo com diversas situações e reviravoltas.

A fanfic é uma forma de escritores saírem do seu casulo e começarem de fato a escrever. Inclusive, alguns autores de sucesso foram escritores de fanfic um dia, um exemplo disso é Cassandra Clare, autora da saga “Os instrumentos mortais”. Cassandra antes de começar a criar suas histórias, escreveu fanfics baseadas em O Senhor dos Anéis e Harry Potter.

Muitos não sabem, mas a fanfic está na Base Nacional Comum Curricular, documento homologado em 2017 durante o governo de Michel Temer. O uso da fanfic é sugerido em sala de aula como um instrumento para formar tanto leitores assíduos como escritores. É uma forma de instigar o aluno e despertar sua paixão pela literatura.

Existem vários tipos de fanfic, entre eles temos:

Canon: significa “cânone”. Nele o autor tenta manter o máximo possível da originalidade do texto;

Crossover: personagens de diferentes lugares (de filmes ou jogos por exemplo) se misturam numa nova história;

Shipper: Já ouviu a expressão: “estou shippando esse casal”? Pois é, nesse tipo de fanfic o autor estabelece e explora relações íntimas entre os casais;

Universo alternativo: um personagem original é transportado para um mundo completamente diferente do original;

Autoinserção: o autor se inclui na história.

Portanto, a fanfic é sim um gênero literário e dela pode nascer grandes autores. Claro que existe o bom e o ruim, algo que for bom para mim pode não ser tão bom para você e vice-versa, depende do ponto de vista de cada um e das exigências. Como tudo no mundo avança, com a literatura não é diferente. Claro que nós escritores que viemos de uma realidade diferente, presamos muito pela literatura clássica, coisa que hoje em dia já não é tão lembrada. No meu caso, não tenho costume de ler fanfics, mas respeito e admiro quem gosta de ler e quem consegue escrever.

 Por: Kerley Carvalho

 


 

 

Dos livros para as telas de televisão

            Escritor, já imaginou se a sua obra literária fosse escolhida para virar filme? Leitor, já

 pensou que aquele livro que você ama pode ir parar na telinha da tv?

Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a este blog. É maravilhoso ter a sua presença e claro, sua leitura. Sinta-se à vontade para curtir, comentar, compartilhar e salvar esta publicação.

Creio que todo autor sonha com a sua história virando um filme, ou série. No momento da escrita acabamos nos deixando levar pela gama da emoção. Eu por exemplo, cada vez que crio um título para um capítulo, imagino-o sendo falado no início de uma série, com aquele vozeirão que não sai da memória.

Grandes livros viram filmes ou séries todos os dias, o que para o leitor pode ser um grande presente ou, tamanha decepção, uma vez que todo o detalhamento que o leitor detecta, nem sempre é bem representado nas telinhas. Crepúsculo por exemplo, no meu ponto de vista, poderia ter sido trabalhado melhor, pois a história traz consigo pequenos detalhes que são importantes e que fazem falta na hora de assistir, principalmente quando conhecemos a história de cabo a rabo.

Bom, mas hoje quero falar da série que está arrancando suspiros tanto dos mais jovens quanto dos mais velhos. Me refiro a série “Bridgerton”, lançada no último 25 de dezembro de 2020. Julia Quinn escreveu uma série composta por 9 livros que ganharam os corações ao longo dos anos e agora está na Netflix. A autora deixou claro que não se tratava de uma adaptação palavra por palavra mas garantiu que a essência Bridgerton permaneceria com louvor. Bom, ela não mentiu e convenhamos que com a dose extra de sensualidade, assistir a série se tornou uma grande paixão. A química entre Simon e Daphne nos faz querer guarda-los num potinho.

O produtor Chris Van Dusen sabia que tinha o ouro em mãos, com isso ele pegou o material que sem sombra de dúvidas já era perfeito, reorganizou-o, preencheu lacunas e entregou ao público um grande presente de Natal. Como leitora e apaixonada pelas histórias da Julia, digo com segurança que a série foi fiel desde os momentos de angústias aos mais felizes do livro.

Outro fato que me deixou ainda mais apaixonada, foram os protagonistas negros que sem sombra de dúvidas, abrilhantaram ainda mais o elenco. Mas gurias, tirem os olhos que o Simon é meu (risos).

Brincadeiras à parte, enfim, espero ansiosa pela segunda temporada de Bridgerton e espero de coração que nós autores brasileiros ainda tenhamos esse tipo de reconhecimento por parte dos produtores cinematográficos, pois o Brasil é rico de autores incríveis com obras que também merecem virar filmes ou séries.

Obrigada por me lerem!

Por: Kerley Carvalho



quinta-feira, 11 de março de 2021

 Oi amores, vamos conversar sobre cartas?! 

Sou do tipo que sempre curtiu essa vibe de escrever cartas e eu me frustrava na maioria das vezes que tentava montar um clube de cartas em minha cidade, infelizmente, são pouquíssimas pessoas que gostam dessa forma de comunicação antiquada. Para mim, escrever cartas nunca foi e nunca será antiquado, na minha humilde opinião, é algo extremamente chique e o coração da gente vai a mil quando vê a caixa de correio abarrotada de amor.
Para minha sorte, conheci mulheres incríveis que me acolheram em seus grupos de cartas e agora com dois anos juntas, vejo que foi uma das melhores decisões que já tomei.
Tanto no "Clube de cartas" quando no "Cartas das Ladies" fiz amigas que levarei por toda a vida.
Eu amo esses grupos e amo escrever cartas para essas Miladys que enchem o meu coração de felicidade, inclusive, comprei um sinete com a minha inicial. Para quem não conhece, o sinete é aquele bastão de madeira com um brasão metálico na ponta. Esta belezura foi criada no início do terceiro milénio a. C. na Grécia Antiga e é usado para selar as cartas. Hoje encontramos facilmente em lojas online como o Mercado livre.
É muito gostoso ler o nome "Lady" numa carta sabendo que se refere a você. No grupo "Cartas das Ladies" cada uma tem um nome de guerra que na maioria dos casos, é retirado de algum romance de época que amamos. O meu foi criação própria: Condessa Klark Hadler e eu amo esse nome. Klark por amar demais o super homem, só troquei a inicial "C" por "K" por causa do meu próprio nome mesmo. O sobrenome Hadler eu vi numa live de uma cartomante uma vez e ele não saiu da minha cabeça.
Bom, espero que outras pessoas se encontrem nessa arte que é escrever cartas pois, é maravilhoso.
Agora me conte, na cidade de vocês existe um clube de cartas? Infelizmente na minha não existe, mas ainda não desisti de fundar um clube de cartas, um clube do livro e promover um sarau de poesia.
Vou ficando por aqui, espero que tenham gostado do texto.
Beijinhos de Luz!!!
Por Kerley Carvalho


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Mulheres X Literatura erótica, o grande tabu

Vamos falar de mulheres que amam ler romances eróticos? E por que isso ainda é considerado um “tabu” para a sociedade? Será que mulheres não podem expulsar suas euforias? Venha refletir comigo em mais um texto, aqui no Busão Literário.

Antes de mais nada, seja muito bem-vindo ou bem-vinda a este grupo. É maravilhoso ter a sua ilustre presença. Sinta-se à vontade para curtir, comentar, compartilhar e salvar esta publicação.

Não é segredo para ninguém que as mulheres, leitoras e apreciadoras da literatura erótica ou hot, ou new adult, ainda são mal vistas. Pois é, parece que para alguns, uma mulher que opta por este tipo de leitura ou filme é “safada”, “puta”, “mal comida” e por aí vai. Porém acabam se esquecendo que homens e mulheres são humanos acima de tudo e seus direitos devem ser iguais. Claro que sem querer generalizar, uma vez que para esta autora aqui, qualquer gênero é bem-vindo, assim como as opiniões são individuais e merecem respeito.

Mas, como vou cobrar respeito se não dou?

Pense fora da caixa e imagine o quão seria chato se alguém se aproximasse de você e lhe lançasse palavras de baixo calão pelo simples fato de você estar lendo um livro erótico?!

Nem toda mulher que lê ou assiste filmes eróticos tem a pretensão de reviver tais cenas. Da mesma forma que outras buscam alívio para corpos e almas em páginas carregadas de luxúria. O ser humano é livre acima de tudo e o prazer é para todos, senão ele não existiria. E convenhamos: quem não gosta de sentir prazer, não é mesmo?

Vale ressaltar que livros eróticos aumentam a libido, e não é esta autora que está dizendo, existem pesquisas que comprovam isso. São páginas, capítulos e afins capazes de elevar os ânimos de qualquer ser humano comum. Por que as mulheres não podem?

Peço o perdão da palavra, mas preciso citar que homens, não são mal vistos pela sociedade por assistirem filmes pornográficos, por exemplo. Da mesma forma que um homem se sente extasiado ao ver o sexo explícito na tela da tv, uma mulher tem o direito de se deleitar em páginas que trazem a mesma perspectiva, só que de uma maneira diferente. E olha, ver o sexo é bom, mas imaginá-lo enquanto se lê é magnífico.

Quem conhece a obra “50 tons de cinza” da autora E.L. James sabe o quanto a trilogia tocou casais pelo mundo afora. A maestria que a autora usou na escrita em cenas completamente sensuais, tirou muita gente da zona de conforto que nem via mais o sexo como uma necessidade dentro do relacionamento. Não me esqueço do quanto fui falada num curso técnico que fazia na época, só porque não conseguia parar de ler. Ainda bem que vergonha é um sentimento que não faz muito o meu tipo (risos).

Enfim, as minhas considerações são as mais amigáveis e simples. Amo escrever hot assim como amo ler hot e nada nem ninguém mudará a minha opinião. Portanto, mulheres, leiam, se joguem sem importar com o que vão dizer. O importante é estar bem e gozar, gozar muito.

Por Kerley Carvalho



Desafio de escrita - 9º Tema: Escreva um poema

  Loucamente embriagado   Pelas noites negras, vago Digo, repito e indago Feras ferozes Amores algozes   Enquanto houver um so...