quinta-feira, 18 de março de 2021

Literatura versus a Fanfic

E se aquele filme que você adora ou um livro que ama pudessem ter outro fim? Ou, se alguma outra reviravolta pudesse acontecer no meio da história?

Hoje falaremos sobre literatura versus a fanfic. Seja muito bem-vindo(a) a coluna de quinta-feira do blog "Papo de escritora". É um prazer ter sua presença aqui.

Se você nunca ouviu falar de fanfic, vou explicar rapidamente para que entenda. As fanfics (abreviação de fan fictions que significa ficção de fãs), são histórias criadas por fãs de determinados livros, sagas, séries ou filmes utilizando os mesmos personagens mas fazendo alterações no enredo. Por exemplo, já imaginou se o Harry Potter não tivesse ido para Hogwarts?  Ou, se a Bella fosse vampira ao invés do Edward em Crepúsculo? O objetivo sempre será criar um universo paralelo ao original. Geralmente as fanfics acontecem com livros best-sellers ou filmes muito famosos.

Mas, você deve estar se perguntando: Afinal, fanfic é literatura?

Muitas pessoas ainda nutrem um grande preconceito por fanfics, inclusive há quem diga que é o mesmo que o plágio, mas, quando conhecemos a fundo o gênero, percebemos que a vontade daquele fã não foi copiar e sim, criar outro enredo com diversas situações e reviravoltas.

A fanfic é uma forma de escritores saírem do seu casulo e começarem de fato a escrever. Inclusive, alguns autores de sucesso foram escritores de fanfic um dia, um exemplo disso é Cassandra Clare, autora da saga “Os instrumentos mortais”. Cassandra antes de começar a criar suas histórias, escreveu fanfics baseadas em O Senhor dos Anéis e Harry Potter.

Muitos não sabem, mas a fanfic está na Base Nacional Comum Curricular, documento homologado em 2017 durante o governo de Michel Temer. O uso da fanfic é sugerido em sala de aula como um instrumento para formar tanto leitores assíduos como escritores. É uma forma de instigar o aluno e despertar sua paixão pela literatura.

Existem vários tipos de fanfic, entre eles temos:

Canon: significa “cânone”. Nele o autor tenta manter o máximo possível da originalidade do texto;

Crossover: personagens de diferentes lugares (de filmes ou jogos por exemplo) se misturam numa nova história;

Shipper: Já ouviu a expressão: “estou shippando esse casal”? Pois é, nesse tipo de fanfic o autor estabelece e explora relações íntimas entre os casais;

Universo alternativo: um personagem original é transportado para um mundo completamente diferente do original;

Autoinserção: o autor se inclui na história.

Portanto, a fanfic é sim um gênero literário e dela pode nascer grandes autores. Claro que existe o bom e o ruim, algo que for bom para mim pode não ser tão bom para você e vice-versa, depende do ponto de vista de cada um e das exigências. Como tudo no mundo avança, com a literatura não é diferente. Claro que nós escritores que viemos de uma realidade diferente, presamos muito pela literatura clássica, coisa que hoje em dia já não é tão lembrada. No meu caso, não tenho costume de ler fanfics, mas respeito e admiro quem gosta de ler e quem consegue escrever.

 Por: Kerley Carvalho

 


 

 

Dos livros para as telas de televisão

            Escritor, já imaginou se a sua obra literária fosse escolhida para virar filme? Leitor, já

 pensou que aquele livro que você ama pode ir parar na telinha da tv?

Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a este blog. É maravilhoso ter a sua presença e claro, sua leitura. Sinta-se à vontade para curtir, comentar, compartilhar e salvar esta publicação.

Creio que todo autor sonha com a sua história virando um filme, ou série. No momento da escrita acabamos nos deixando levar pela gama da emoção. Eu por exemplo, cada vez que crio um título para um capítulo, imagino-o sendo falado no início de uma série, com aquele vozeirão que não sai da memória.

Grandes livros viram filmes ou séries todos os dias, o que para o leitor pode ser um grande presente ou, tamanha decepção, uma vez que todo o detalhamento que o leitor detecta, nem sempre é bem representado nas telinhas. Crepúsculo por exemplo, no meu ponto de vista, poderia ter sido trabalhado melhor, pois a história traz consigo pequenos detalhes que são importantes e que fazem falta na hora de assistir, principalmente quando conhecemos a história de cabo a rabo.

Bom, mas hoje quero falar da série que está arrancando suspiros tanto dos mais jovens quanto dos mais velhos. Me refiro a série “Bridgerton”, lançada no último 25 de dezembro de 2020. Julia Quinn escreveu uma série composta por 9 livros que ganharam os corações ao longo dos anos e agora está na Netflix. A autora deixou claro que não se tratava de uma adaptação palavra por palavra mas garantiu que a essência Bridgerton permaneceria com louvor. Bom, ela não mentiu e convenhamos que com a dose extra de sensualidade, assistir a série se tornou uma grande paixão. A química entre Simon e Daphne nos faz querer guarda-los num potinho.

O produtor Chris Van Dusen sabia que tinha o ouro em mãos, com isso ele pegou o material que sem sombra de dúvidas já era perfeito, reorganizou-o, preencheu lacunas e entregou ao público um grande presente de Natal. Como leitora e apaixonada pelas histórias da Julia, digo com segurança que a série foi fiel desde os momentos de angústias aos mais felizes do livro.

Outro fato que me deixou ainda mais apaixonada, foram os protagonistas negros que sem sombra de dúvidas, abrilhantaram ainda mais o elenco. Mas gurias, tirem os olhos que o Simon é meu (risos).

Brincadeiras à parte, enfim, espero ansiosa pela segunda temporada de Bridgerton e espero de coração que nós autores brasileiros ainda tenhamos esse tipo de reconhecimento por parte dos produtores cinematográficos, pois o Brasil é rico de autores incríveis com obras que também merecem virar filmes ou séries.

Obrigada por me lerem!

Por: Kerley Carvalho



quinta-feira, 11 de março de 2021

 Oi amores, vamos conversar sobre cartas?! 

Sou do tipo que sempre curtiu essa vibe de escrever cartas e eu me frustrava na maioria das vezes que tentava montar um clube de cartas em minha cidade, infelizmente, são pouquíssimas pessoas que gostam dessa forma de comunicação antiquada. Para mim, escrever cartas nunca foi e nunca será antiquado, na minha humilde opinião, é algo extremamente chique e o coração da gente vai a mil quando vê a caixa de correio abarrotada de amor.
Para minha sorte, conheci mulheres incríveis que me acolheram em seus grupos de cartas e agora com dois anos juntas, vejo que foi uma das melhores decisões que já tomei.
Tanto no "Clube de cartas" quando no "Cartas das Ladies" fiz amigas que levarei por toda a vida.
Eu amo esses grupos e amo escrever cartas para essas Miladys que enchem o meu coração de felicidade, inclusive, comprei um sinete com a minha inicial. Para quem não conhece, o sinete é aquele bastão de madeira com um brasão metálico na ponta. Esta belezura foi criada no início do terceiro milénio a. C. na Grécia Antiga e é usado para selar as cartas. Hoje encontramos facilmente em lojas online como o Mercado livre.
É muito gostoso ler o nome "Lady" numa carta sabendo que se refere a você. No grupo "Cartas das Ladies" cada uma tem um nome de guerra que na maioria dos casos, é retirado de algum romance de época que amamos. O meu foi criação própria: Condessa Klark Hadler e eu amo esse nome. Klark por amar demais o super homem, só troquei a inicial "C" por "K" por causa do meu próprio nome mesmo. O sobrenome Hadler eu vi numa live de uma cartomante uma vez e ele não saiu da minha cabeça.
Bom, espero que outras pessoas se encontrem nessa arte que é escrever cartas pois, é maravilhoso.
Agora me conte, na cidade de vocês existe um clube de cartas? Infelizmente na minha não existe, mas ainda não desisti de fundar um clube de cartas, um clube do livro e promover um sarau de poesia.
Vou ficando por aqui, espero que tenham gostado do texto.
Beijinhos de Luz!!!
Por Kerley Carvalho


Desafio de escrita - 9º Tema: Escreva um poema

  Loucamente embriagado   Pelas noites negras, vago Digo, repito e indago Feras ferozes Amores algozes   Enquanto houver um so...